Alunos da Escola João Batista Aguiar, localizada no conjunto habitacional Manoel Julião, realizaram na manhã desta quarta-feira (9) um ato contra o feminicídio e pedindo justiça para a morte da jovem Maria Ramona Araújo da Silva, 18 anos, encontrada morta no banheiro de um apartamento, onde morava, localizado na Rua Vitória, bairro Conquista, em Rio Branco, na última quarta-feira (2). O ato aconteceu uma semana após o corpo da jovem ser encontrado.
Ao g1, o gestor da instituição, Wilson Guimarães, informou que cerca de 300 pessoas, entre alunos, pais, professores e comunidade, participaram da passeata.

Maria Ramona estudava na instituição pública de ensino no período noturno, na modalidade Educacao de Jovens e Adultos (EJA). O principal suspeito pelo assassinato da jovem é o ex-namorado dela, o argentino Daniel Nestor Gusman, que segue foragido. Fontes da polícia acreana informaram que Daniel já responde pelo assassinato da esposa venezuelana Betzabeth Miguelina Adam Daza, de 23 anos, que estava grávida de seis meses. O crime ocorreu em Boa Vista (RR).
O diretor da escola, Wilson Guimarães, destacou que a pauta é importante e faz parte do conteúdo trabalhado na escola. “Apesar de recém-chegada a escola, no acolhimento da noite ela falou de seus sonhos e era uma aluna tranquila”, disse.

Ainda de acordo com o gestor escolar, os professores devem continuar a trabalhar a temática com os alunos, além de fazer as atividades de orientação e conscientização na instituição de ensino.
Relembre o caso
Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi encontrada morta na tarde desta quarta-feira (2), dentro de um apartamento situado na Rua Vitória, no bairro Conquista, em Rio Branco. A Polícia Civil investiga o caso como possível feminicídio.
A situação chamou a atenção das equipes que atenderam à ocorrência após serem encontrados diversos sacos de lixo dentro do imóvel. Inicialmente, houve a suspeita de que o material pudesse conter partes de um corpo. Durante a averiguação, no entanto, foi constatado que os sacos continham pedaços de colchão.

Durante os trabalhos periciais, foram identificados dois cortes na região do pescoço da vítima. Uma avaliação preliminar apontou ainda que Maria Ramona poderia estar morta havia aproximadamente três dias.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no apartamento, mas apenas pôde constatar o óbito.
A área foi isolada para a realização da perícia da Polícia Civil, que recolheu elementos que poderão ajudar na elucidação do caso. Após os procedimentos no local, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será submetido aos exames necessários para determinar oficialmente a causa da morte.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime e localizar o homem apontado como principal suspeito. (Conteúdo Original / Fonte: G1)





























